Florival de Passos
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Florival de Passos

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SOBRE O LIVRO

A COLEÇÃO BALTAZAR DIAS pretende recuperar e dar a conhecer aos leitores o rico património de escrita de teatro que a Região possui. Este novo número é dedicado à obra dramatúrgica de Florival de Passos que nunca viu a luz da estampa até ao presente volume. Distribuída por cadernos que se encontram no espólio deixado à Biblioteca Municipal do Funchal, todos carinhosamente mantidos pelo autor, é constituída por quatro peças de temática de costumes sociais: Duas Mulheres, Vida Errante, Deserto e Mentiras e Verdades. Escritas entre 1938 e 1947, são o retrato um retrato privilegiado da Madeira da primeira metade do século XX, com as suas festas animadas, mas também com o reverso da medalha, feito de aparências e vícios. Florival de Passos assume na sua produção dramatúrgica um conjunto de posições muito invulgar, e até perigoso, nos tempos que então corriam, tendo em conta a visão particular que tinha das mulheres ou do mundo do trabalho e das relações sociais. Teriam ficado os textos por publicar devido à impossibilidade de edição ou o autor sabia esconder no canto da estante o que poderia ser considerado revolucionário pelo regime de então?

Organização, notas e estudos:
Cristina Trindade, Luísa M. Antunes Paolinelli, Carlos Barradas e Davide Camacho

SOBRE O AUTOR

Florival Hermenegildo de Passos (1915-1989), natural do Funchal, foi um poeta e intelectual reconhecido pelo meio literário da sua época. Arquivista e bibliotecário da Biblioteca Municipal da Câmara do Funchal, é a esta que deixa grande parte do seu espólio, constituído por diversos cadernos e documentos que constituem um conjunto valioso para a compreensão do séc. XX na Madeira. Nascido numa família ligada à cultura e às letras, começa desde muito jovem a colaborar com a imprensa madeirense, publicando ao longo da vida em diversos periódicos regionais e nacionais. Ao seu primeiro livro de poesia, Para Além, de 1940, seguiram-se Poemas do meu Pecado (1943), Alpendre Sonetos de Amor (1946), Dentro Meu Silêncio (1947) e Reflexo (1952), último livro que irá editar. Sempre muito envolvido na vida literária do Funchal, fez parte da “tertúlia ritziana”, constituída por diversos poetas e escritores, como Carlos Cristóvão, Herberto Hélder e António Aragão, entre outros, da qual nasce, em 1952, o volume coletivo Arquipélago, que marcou a estreia de Herberto Hélder. Depois da colaboração neste volume, Florival de Passos abandona aos poucos a vida pública literária, mas nunca o labor artístico e cultural.
É na “sua” Biblioteca Municipal que se encontram os originais das peças inéditas que constituem o presente volume. Desconhecido como dramaturgo, porque sempre manteve os seus livros escondidos no canto da estante, Florival de Passos entende o teatro como forma privilegiada de dar a conhecer a Humanidade aos homens, no que tem de mais elevado, mas também no que apresenta de mais mesquinho. Consciente de uma sociedade em mudança, o autor cria peças em que as temáticas eram revolucionárias para a época salazarista, defendendo o papel independente da mulher, a justiça nas relações sociais e de trabalho e a igualdade dos homens.

DETALHES DO PRODUTO

ISBN: 9789899062269
Edição: 
03/2023
Editor: 
Imprensa Académica
Idioma: 
Português
Dimensões: 
167 x 225 mm
Encadernação: 
Capa mole
Páginas: 
468
Tipo de Produto: 
Livro
Classificação Temática: 
Livros em Português > Literatura